Investimentos na pecuária crescem 15% e BNB contrata R$ 803,7 milhões na Paraíba, entre 2024 e 2025

PARAIBA.COM.BR

A bovinocultura paraibana registrou um crescimento de 15% em recursos do Banco do Nordeste (BNB) injetados na economia local, entre 2024 e 2025. A instituição financeira registrou R$ 372,7 milhões aplicados na economia paraibana em 2024, somados a R$ 431 milhões, em 2025. No total, foram R$ 803,7 milhões contabilizados nos dois últimos anos, nos territórios do Cariri Oriental, Vale do Piancó, Vale do Piranhas, Médio Piranhas, bem como o Médio e Alto Sertão.

As atividades da pecuária leiteira predominam nos investimentos, porém, é possível observar um crescimento da modalidade de corte, especialmente na região do Médio Piranhas. O agente de Desenvolvimento do BNB, Thiago Vitorino, que atua na jurisdição de Catolé do Rocha, explica que a bovinocultura de corte tem potencial de crescimento superior, uma vez que necessita de investimentos para atender à logística do mercado.

“A produção leiteira tem absorvido tecnologias para a melhoria dos processos e beneficiamento. Já para o corte, temos a mobilização para qualificação da atividade, mas existe a necessidade de certificação de abatedouros, bem como um custo de logística para a venda dos cortes dentro das normas dos setores de vigilância. E, nesse aspecto, as ações devem partir de diversos entes envolvidos nessa cadeia produtiva, assim como do ente financeiro”, destacou.

Os resultados de 2024 e 2025 reforçam o papel do Banco do Nordeste como agente estruturante da bovinocultura e do desenvolvimento rural na Paraíba, com destaque ao Programa de Desenvolvimento Territorial (Prodeter). A combinação entre crédito orientado, articulação territorial e Programas de Ação Territorial (PATs) nos seis territórios paraibanos permitiram a elevar a produtividade, modernizar propriedades e fortalecer a competitividade da cadeia produtiva no semiárido.

A produtora Maria Carlos Rodrigues é um exemplo de evolução na pecuária leiteira. Diretamente do sítio Cajazeiras dos Titos, em Riacho dos Cavalos, ela e o esposo Jetro Rodrigues administram há 15 anos a produção com o suporte do Agroamigo, do BNB. O casal passou a produzir, após a pandemia, queijos para serem vendidos na região.

“A parceria do Banco do Nordeste é o que nos mantém até hoje. No primeiro empréstimo compramos duas vacas, e fomos crescendo. Hoje, temos dez. Na pandemia eu passei a produzir doces de leite para vender na região, mas hoje em dia passamos a produzir queijos, o que tem nos sustentado”, destaca Maria Carlos.

O BNB registra que a atividade de leite passou de R$ 190,1 milhões de créditos em 2024 para R$ 201,2 milhões em 2025. A bovinocultura de corte avançou de R$ 182,5 milhões para R$ 229,7 milhões. Cada território conta com um PAT do Prodeter, que norteia ações prioritárias para o desenvolvimento da cadeia. Esses planos contemplam metas de modernização tecnológica, melhoria genética e nutricional, fortalecimento da gestão produtiva e inclusão de agricultores familiares e mulheres rurais.